segunda-feira, 24 de maio de 2010

Que Deus me LOUVRE

Em janeiro fui ao LOUVRE. Como qualquer visitante fiquei impressionada pelo número e riqueza das coleções que se oferecem ao nosso olhar. O Museu do Louvre é uma admirável máquina do tempo: num passo apenas (põe passos nisso!), de uma sala para outra, atravessamos séculos, civilizações inteiras. Meu principal dilema: como escolher o que ver entre tantos tesouros?

 Pátio interno do Louvre

Eu tinha somente um dia para conhecê-lo e o frio não me deixou sair de casa muito cedo, assim, cheguei ao museu por volta das 13h. Fui acompanhada de um casal de amigos que vivem na Europa, logo após comprarmos os bilhetes nos separamos, tamanha era minha euforia em conhecer as obras ali expostas.

As riquezas patrimoniais do Louvre estão atualmente conservadas em um conjunto impressionante de edifícios, que deram a este museu a reputação de ser "o maior do mundo". Mas mais que um museu, o Louvre também é uma obra arquitetônica excepcionnal, um monumento moldado ao longo de oito séculos de história agitada, por vezes trágica, que se uniu estreitamente à da própria França e à de seus soberanos.

A transformação arquitetônica do Louvre é um dos pontos espetaculares do museu, primeiro, no final do século XII, foi construída uma fortificação com o objetivo de proteger Paris dos eventuais ataques do inimigo inglês. O lugar onde foi erguida esta construção chamava-se Lupara, provendo daí a palavra Louvre. De fortificação, passa a prisão, a cofre do tesouro real, residência com Carlos V (1338 - 1380), biblioteca...até a chegada de Francisco I (1494 - 1547) que transforma o local em um palácio símbolo da capital do reino. A idéia de transformá-lo em galeria de arte começa com Henrique IV (1589 - 1610) e se consolida com Luís XII (1610 - 1643) e Luís XIV (1643 - 1715). O museu do Louvre abriu oficialmente as suas portas no tumulto da Revolução Francesa, a 10 de agosto de 1793. Atualmente existem oito departamentos que apresentam cerca de trinta mil obras, agrupadas em antiguidades orientais, antiguidades egípcias, antiguidades gregas, etruscas e romanas, artes do islão, pinturas e esculturas, artes gráficas e artes da África, Ásia, Oceânia e das Américas.

O museu não aceita carteira internacional de estudante e o preço do ingresso são 15 euros. É possível por mais 10 euros alugar uma espécie de palm top que realiza itinerários e comenta as obras expostas, tem quase todas as línguas, menos o português. Aluguei um desses, coloquei em espanhol o áudio e fiz o itinerário principal em cerca de 1h e 30 minutos. Depois retornei nas salas que mais despertaram o interesse, como os aposentos de Napoleão III. Depois disso minhas pernas estavam inchadas pois o que se anda lá dentro é incrível.

O museu conta com cafés internos onde podemos parar e saborear uma torta de frutas vermelhas e uma xícara de caputtino (ah! o caputtino da europa é algo a parte!). É importante a escolha da roupa e dos sapatos, sem a mobilidade adequada o passeio poderá naufragar.  Levar uma água também não é demais e não se esqueça da máquina fotográfica, lá pode tirar foto de tudo.

Com ansiedade aguardei a sala onde estava exposta A Gioconda, na verdade Retrato de Lisa Gherardini, esposa do florentino Francesco di Bartolomeo di Zanoli del Giocondo. Essa hipótese foi levantada no século XVI, mas a identidade do modelo permanece ainda um objeto de mistério e suscitou várias hipótese, incluindo um auto retrato andrógino. O quadro é menor do que eu esperava, na verdade é um dos menores do museu e fica em uma parede só para ele, um luxo. É a obra que atrai mais atenção e que possui maior segurança também. Dá um arrepio em vê-la. Como todo mundo brinquei de mudar de posição e os olhos dela continuam "nos seguindo". Pesquisei que essa era uma técnica comum para o período de quando ela foi produzida, entretanto, talvez pela fama e opulência do valor incalculável da obra, fiquei emocionada ao vê-la ali tão pertinho.

Que Deus nunca nos livre de ir até o Louvre. Uma experiência única na reunião do espaço e do tempo, uma homenagem a arte, aos homens, a civilização e a humanidade.
Vou buscar minhas fotos e as postarei em breve.

Site oficial do Museu: http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp

Um comentário:

  1. Bom, como sempre digo... sou seu fã querida... e através de suas breves palavras, pude conhecer um pouquinho do que você curtiu... eu fico imaginando você com um palm em espanhol, "viajando" no louvre...
    adoroooo

    bjs Lê

    ResponderExcluir

Juntos fazemos uma ode a dialética! Obrigada!